Alcochete é Fenícia

(Post  de Luís Pereira)

Templo de Salomão, Jerusalém

 

 

Estimados leitores,

Podia estar aqui a escrever-lhes milhares de páginas com invocações diversas a deuses e santos ou alusões a outras terras portuguesas fazendo análise comparativa. Mas, uma imagem vale mais que mil palavras. A foto mostra o Templo de Salomão construído e desenhado por fenícios no seu estilo próprio em Jerusalém. A semelhança do pórtico com o da igreja de Nossa Senhora da Vida é imbatível. Haverá melhor argumento para convencer as pessoas sobre a presença fundacional dos Fenícios em Alcochete datada do século V a. C? Acho que não.

Mas vamos a outros detalhes: as colunas que ladeiam a entrada estão ainda hoje vincadas naquela parede frontal. A abóbada,  (construção em que os Fenícios pontificaram como em Meguiddo que suportava 135 toneladas),  insere-se num edifício de forma cúbica. Presumivelmente as quatro colunas do edifício cúbico suportam  arquitraves ou lintéis sobre os seus capitéis. A arquitectura fenícia inspira-se na do Egipto  ou da Grécia com origem também na dos povos mesopotâmicos.

Este é talvez o maior achado fenício em Portugal no estuário do Tejo à frente de Almada (Quinta do Almaraz), Santarém (sítio arqueológico da Eira de Alorna), Alenquer (Castro do Amal), e Lisboa das suspeitas com fundamento no topónimo de Allis Ubbo (enseada amena). Na maioria destes achados os Fenícios construíram muralhas ou fortificações

A despeito da diversidade da suas origens, as populações da Palestina como os Fenícios possuíam uma civilização comum bastante homogénea.

Os Cananeus eram mestres na arte da fortificação. As fortificações da cidade vistas na arte assíria são confirmadas por escavações em Byblos, que revelaram muralhas maciças pontuadas por torres e portões. Encontrando-se no meio da Idade do Bronze, essas paredes foram construídas com fundações de pedra e superestruturas de tijolos de barro. Havia também portões de corredor que levaram ao mar, usando rampas escalonadas. O uso da pedra de calcário é muito frequente. A muralha de Alcochete que rodeia a igreja e os seus alicerces foi decerto obra dos  artistas fenícios. 

A igreja da Misericórdia tem um desenho não muito diferente da Nossa Senhora da Vida. Tem também um edifício cúbico e talvez a cúpula deste edifício tivesse no passado também a forma abobadada.

https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.ancient.eu%2FPhoenician_Architecture%2F

Os Fenícios utilizavam um sistema de pesos e medidas (tal como Alcochete) e monetário em Canaã,  desde o século XVI a- C. no Baixo Eufrates. Era com base nestes sistemas que se fixavam os tributos cobrados pelos faraós. Destaca-se também a fabricação de caixões e a construção de barcos destinados a navegar no alto mar.

A cultura da vinha e da figueira de existência atestada na Palestina situa-se no reinado  de Pópi I em 2500 a. C.

Foram também descobertos vários lagares de azeite e  adegas de vinho na região cananeia.

Se Chete é a Porta da Vida em Alcochete pontifica a Nossa Senhora da Vida.

ost of Luís Pereira)

Temple of Solomon, Jerusalem

 

Dear Readers,

I could be here writing thousands of pages with various invocations to gods and saints or allusions to other Portuguese lands making comparative analysis. But a picture is worth a thousand words. The photo shows the Temple of Solomon built and designed by Phoenicians in their own style in Jerusalem. The likeness of the porch with that of the church of Our Lady of Life is unbeatable. There will be a better argument to convince people of the founding presence of the Phoenicians in Alcochete dating from the fifth century BC. W? I think not.

But let’s go to other details: the columns that line the entrance are still now creased on that front wall. The vault, (building in which the Phoenicians pontificated as in Meguiddo that supported 135 tons), is inserted in a building of cubic form. Presumably the four columns of the cubic building support architraves or lintels on their capitals. The Phoenician architecture is inspired by the one of Egypt or of Greece also originating in the one of the Mesopotamian people.

This is perhaps the largest Phoenician find in Portugal in the Tagus estuary ahead of Almada (Quinta do Almaraz), Santarém (archaeological site of Eira de Alorna), Alenquer (Castro do Amal), and Lisbon of the suspects based on the place name of Allis Ubbo (cove amena). In most of these finds the Phoenicians built walls or fortifications

Despite the diversity of their origins, the populations of Palestine like the Phoenicians had a fairly homogenous common civilization.

The Canaanites were masters of the art of fortification. The fortifications of the city seen in Assyrian art are confirmed by excavations in Byblos, which revealed massive walls punctuated by towers and gates. Finding themselves in the middle of the Bronze Age, these walls were built with stone foundations and clay brick superstructures. There were also hallway gates that led to the sea, using stepped ramps. The use of limestone is very common. The wall of Alcochete that surrounds the church and its foundations was certainly the work of the Phoenician artists.

The Misericórdia church has a design not unlike the Nossa Senhora da Vida. There is also a cubic building and perhaps the dome of this building had in the past also the vaulted form.

https://www.ancient.eu/Phoenician_Architecture/

The Phoenicians used a system of weights and measures (such as Alcochete) and money in Canaan from the sixteenth century BC on the Lower Euphrates. It was on the basis of these systems that the tributes levied by the pharaohs were fixed. Also worthy of mention is the manufacture of coffins and the construction of boats for sailing on the high seas.

The culture of the vine and fig tree of existence attested in Palestine is in the reign of Pópi I in 2500 a. C.

There were also discovered several oil mills and wine cellars

If Chete is the Door of Life in Alcochete pontificates to Our Lady of Life.

 

Um comentário em “Alcochete é Fenícia

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